sexta-feira, 13 de junho de 2014

Relação do texto com o AEE


É possível estabelecer uma relação entre o texto e os atendimentos no AEE – Atendimento Educacional Especializado.

Pensando de forma geral, e não ainda especificamente na Educação, as pessoas têm uma tendência de generalizar, de enquadrar, de estigmatizar. Se alguém se difere muito em relação a maioria em determinado aspecto, esta pessoa é julgada, ou não é compreendida e plenamente aceita.

As pessoas diferentes têm que se enquadrar para serem iguais ou o mais parecida possível com os outros para serem aceitas. Mas não deveria ser o contrário? A sociedade não deveria se preparar, se informar, se sensibilizar, para aceitar o diferente? Para ver que na verdade o mundo é diverso, e todos somos diferentes, independentemente de termos ou não deficiência. Todos temos um gosto, uma dificuldade etc. Acredito que ainda estamos longe disso mas, aos poucos, a intenção está sendo caminhar nesta direção....

No texto é dito que o senhor Palomar, no início, pensava em modelos ideais, “o mais perfeito, lógico, geométrico possível”. Porém, começou a ver que isto era o ideal e não o real. Por isso, sua regra e sua visão foram se modificando e ele começou a desejar uma grande variedade de modelos, pensando em adaptá-los a realidade. Desta maneira, ele se deparou com a realidade que é heterogênea (e não homogênea) e não padronizada. Ou seja, não havia modelos.

Na realidade, o que a sociedade precisa é ter a mente aberta para aceitar a diversidade, de fato. Somos todos diferentes, pensamos e agimos diferente!

Os profissionais do AEE deparam-se em seu cotidiano com as pessoas que têm as mais diversas deficiências. E o seu papel é ajudá-las em suas dificuldades e descobrir as suas potencialidades. Porque todos nós temos potenciais a serem desenvolvidos. E precisamos descobrir qual, a partir do estímulo, de estratégias e atividades. Realmente não nos focamos no que a pessoa não pode fazer, mas o que ela pode fazer. E, antes de ter a deficiência, ela é uma pessoa, e procuramos conhecer quem ela é.

 Os profissionais do AEE têm este olhar e esta preocupação, e não como alguém que apenas vai pensar em estratégias para que as habilidades e competências dos alunos público alvo deste atendimento sejam desenvolvidas, mas como pessoas que também tem muito a aprender com os alunos com deficiência. Porque se partimos do princípio que todos somos diferentes, isso  significa que um aprende com o outro, já que cada um tem algo bom a oferecer. E este mundo heterogêneo é que é rico! E viva as diferenças!

Enquadrar as pessoas para que ajam igual as outras, é simplesmente negar a diferença e não aceitar a pessoa na sua diversidade.

Finalmente, é importante ressaltar que o professor do AEE tem o papel de formador. Ele não atua apenas na sala de apoio para os alunos com deficiência, mas tem também que auxiliar os professores em suas salas de aula, bem como conversar com  todos os alunos e equipe escolar, e contribuir com discussões sobre o tema deficiência, tirando todos de sua zona de conforto, proporcionando momentos de reflexões sobra as práticas pedagógicas, para que cada aluno seja visto em sua individualidade.

 

domingo, 8 de junho de 2014

PRANCHA DE COMUNICAÇÃO ALFABÉTICA (FIGURA RETIRADA DO SITE WWW.ASSISTIVA.COM.BR)
PÚBLICO – PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (NOSSO FOCO NESTE MOMENTO, MAS PODE SER USADA COM OUTRAS DEFICIÊNCIAS TAMBÉM)
LOCAL A SER UTILIZADA – NA SALA DE AEE E NA SALA COMUM
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE – PENSANDO EM UM ALUNO AUTISTA QUE NÃO SE COMUNICA ORALMENTE MAS ESTÁ ALFABETIZADO OU NESTE PROCESSO, É POSSÍVEL DESENVOLVER UMA COMUNICAÇÃO A PARTIR DO ALFABETO. NESTE PROCESSO, ELE IRIA APONTANDO PARA AS LETRAS PARA FORMAR AS PALAVRAS.
DA MESMA FORMA, PODE OCORRER O DIÁLOGO. O PROFESSOR PERGUNTA POR EXEMPLO A IDADE DO ALUNO, HÁ TAMBÉM OS NUMERAIS, PARA ONDE ELE APONTA.
O PROFESSOR DO AEE INTERMEDIA ESTE PROCESSO, PARA QUE ESTE DESENVOLVIMENTO OCORRA.
 
 

sábado, 19 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla


“Surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa e um sistema para dar este suporte”. As pessoas com surdocegueiras, segundo McInnes (1999), podem ser indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos, indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos, indivíduos que se tornaram surdocegos e indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver a linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.

Muitos indivíduos com surdocegueira congênita ou adquirida precocemente têm deficiências adquiridas como físicas e intelectuais. Além disso, dependendo da idade em que a surdocegueira se estabeleceu, ela pode ser pré-linguística ou pós-linguística.

Já em relação a deficiência múltipla, “são consideradas pessoas com def. múltipla aquelas que têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social “ (MEC/SEESP,2002).

As necessidades dos alunos com def. múltipla e surdocegueira são, entre outras, a comunicação e o posicionamento. Estas  pessoas precisam primeiramente aprender a se comunicar, aprender que os objetos são nomeados, que precisamos da linguagem para sobreviver. Além disso, é fundamental um bom posicionamento parra que consiga se comunicar adequadamente. Elas precisam se perceber e perceber o mundo exterior. É preciso ter interação com o meio ambiente e pensar em recursos para este fim, como por exemplo objetos de referência, caixa de antecipação das atividades etc.

Para aquisição da comunicação, as pessoas surdocegas aprendem a técnica da “mão-sobre-mão”, onde a mão do professor é colocada em cima da mão do aluno, de forma a orientar seu movimento, ou a mão sob mão, onde a mão do professor é posta embaixo da mão do aluno de modo a orientar o seu movimento, mas não controlá-lo, convidando a pessoa com deficiência a explorar com segurança.

Para a pessoa com def. múltipla, é importante que tenha alguém para mediar seu contato com o meio. Dessa forma, haverá códigos entre o def. múltiplo e o receptor. O objetivo é ajudar a pessoa a explorar o ambiente, para sempre desenvolver maior autonomia.

terça-feira, 11 de março de 2014

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Nos textos, tanto da Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira (Educação Escolar de pessoa com surdez) como no da coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Abordagem Bilíngue na Escolarização de pessoas com surdez,  são discutidos alguns aspectos relacionados a educação escolar dos alunos com surdez.

No primeiro texto, é dito sobre o fato de muitas vezes os alunos com surdez serem reduzidos a este mundo surdos, e por eles próprios quererem. Os autores afirmam que não legitimam a cultura surda, identidade surda, língua surda e sujeito surdo. Eles acreditam que isto só os fazem se separarem cada vez mais das pessoas ouvintes, e não colabora para romper o embate que existe faz muito tempo entre gestualistas e oralistas. Além disso, a ruptura com o mundo ouvinte não respeita as diferenças das pessoas com surdez, ou seja, não é benéfica.

Os autores acreditam que canaliza-se / foca-se o problema como sendo a Língua, deixando de investir nas potencialidades dos alunos com surdez, já que o sucesso escolar não depende apenas da língua, assim como o insucesso escolar, ou o fracasso escolar, geralmente, segundo eles, não está relacionado a língua, mas as práticas pedagógicas ineficientes.

Fala-se muito da diferença das pessoas com surdez e não de suas potencialidades, que deveriam ser o foco para uma educação inclusiva de maior qualidade. Além disso, o aluno com surdez não é considerado deficiente, mas diferente, na Proposta Bilíngue.

Os autores acreditam que os alunos com surdez podem desenvolver os outros sentidos melhor e, se quiserem, muitos podem até aprender a falar, mostrando mais uma vez uma desconstrução da defesa relacionada ao mundo e a cultura surda. Eles também creem que as pessoas com surdez não são estrangeiras em seu próprio país, elas apenas tem uma língua diferente, com uma estrutura própria. Língua esta que não é subordinada a outra ou vice versa, o que significa que não é preciso aprender o português através da LIBRAS ou vice versa.

Nesta proposta bilíngue de educação para os alunos com surdez, ambos os textos – o primeiro e o Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez – explicam sobre o Atendimento Educacional Especializado para Pessoa com Surdez  - AEE OS.

No AEE PS as diferenças são valorizadas, levadas em consideração e trabalhadas, no contra turno ao das aulas regulares, com a turma  do ensino comum. Além disso, são trabalhadas a LIBRAS e o Português simultaneamente em sala, a fim de que o aluno com surdez tenha fluência nas duas e possa utilizar cada uma de acordo com o contexto e com sua necessidade.

O AEE tem três momentos: AEE de LIBRAS, AEE em LIBRAS e AEE de Língua Portuguesa.

O AEE de LIBRAS ensina a LIBRAS, para que o aluno tenha fluência nesta língua . O conteúdo na realidade está relacionado a estrutura e gramática da língua, como por exemplo seus sinais, parâmetros, configuração de mãos, ponto de articulação, movimento, expressão facial e corporal, estudo de termos técnicos-científicos nas escolas. O AEE de LIBRAS dever ser ministrado preferencialmente por professor com surdez.

O AEE em LIBRAS reforça os conteúdos de todas as matérias trabalhadas na classe comum, porém, utilizando a LIBRAS como língua de instrução, e fazendo de tudo para que o conteúdo seja compreendido pelo aluno com surdez de fato, através do uso de imagens, maquetes, fotos, com a parceria com os professores da sala comum.

E, finalmente, o AEE de Língua Portuguesa, que ensina a Língua Portuguesa aos alunos com surdez, considerando preferencialmente o português em sua modalidade escrita, tendo como objetivo a escrita , a ampliação do vocabulário, através das frases, textos, leituras e interpretações de diversos gêneros textuais, jogos, brincadeiras etc.

Desta forma, está garantida para o aluno com surdez uma educação de qualidade e que invista nele e em suas potencialidades, e veja a diferença como algo positivo.

Alfabeto dos surdos