terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DESCRIÇÃO E AUDIODESCRIÇÃO

Entre no site

e assista a Propaganda da Natura !
A propaganda da Natura é um exemplo de propaganda com audiodescrição. Para vê-la, basta entrar no site acima ou pesquisar no Youtube.
A audiodescrição foi pensada para que as pessoas cegas pudessem ter as mesmas oportunidades das pessoas que não são cegas, no sentido de poder saber sobre informações que aparecem em um filme, em uma propaganda ou em outros meios que não estão no diálogo, mas sim no silêncio. Uma pessoa cega que assiste a propaganda da Natura, por exemplo, estará escutando o que é dito, porém o que não é dito tem que ser transmitido a ela, como por exemplo que as crianças estão tomando banho rindo, ou descrever as imagens e os ambientes que aparecem. Cada detalhe é importante. Significa descrever as imagens, os ambientes ,as expressões faciais das pessoas, o modo como aparece o objeto.
A audiodescrição é muito importante para trabalhar com alunos cegos. Na realidade estamos escrevendo tudo isso com um olhar pedagógico, no sentido de promovermos, de fato, a Inclusão, quando há um cego na sala de aula. Mas também a audiodescrição é importante para qualquer pessoa cega e em qualquer ambiente, ou seja, ela vai além da escola. Uma pessoa cega tem o direito de ir a um teatro, por exemplo, e ter este recurso de acesso a comunicação e ao entendimento.
Na propaganda, é dito que há crianças sentadas, gotas caindo, e no momento correto, e não ao mesmo tempo em que há outras falas. Ou seja, há muitos aspectos a serem considerados no momento de fazer a audiodescrição.
Acredito que quando pensamos também na convivência entre alunos com e sem deficiência, é importante todos conhecerem este recurso e sua importância para poder ajudar a pessoa cega em seu dia a dia neste sentido de transformar as imagens em palavras, para ela, bem como a paisagem, as expressões, o ambiente, tudo. Nossos alunos precisam aprender a se relacionar com todos os outros, tendo sensibilidade e poder também se colocarem no papel de protagonista de suas ações, no sentido de colaborar e de desempenhar suas funções como cidadãos, ajudando para uma escola e uma sociedade, de fato, inclusiva.


domingo, 20 de outubro de 2013

Jogo para aluno com deficiência intelectual


Jogo da Memória




Imagem retirada da internet no dia 20/10/13, disponível no Google imagens

 

No Jogo da Memória, 2 ou mais pessoas participam. As fichas ficam viradas de cabeça para baixo. O primeiro jogador escolhe 2 fichas e desvira. Se nas duas fichas tiverem imagens diferentes, é a vez do próximo jogador. Ele faz o mesmo. Como há pares de imagens (como podemos ver na imagem acima: 2 Mônicas iguais, 2Magalis iguais etc), o objetivo é encontrar estes pares, que estão espalhados sobre a mesa de cabeça para baixo.  O jogador que acabar o jogo com o maior número de pares é o vencedor.

Este jogo é muito interessante para qualquer pessoa, já que desenvolve a atenção, há regras a serem seguidas desta forma aprende-se a lidar com o grupo, com saber ganhar e perder etc. Para o aluno com deficiência intelectual, além de importante, ele é fundamental. Jogos são fundamentais, assim como a criação de situações e contextos lúdicos onde o aluno possa desenvolver a linguagem, a criatividade etc.

Neste jogo, os principais mecanismos de aprendizagem são acionados, como a memória, a atenção, a transferência de aprendizagem , a metacognição e a motivação.

Como lemos no texto : O Aluno com Deficiência Intelectual: Funcionamento cognitivo e estratégias de

avaliação*. , de

 

Jean- Robert Poulin**

Rita Vieira de Figueiredo***

Adriana Leite Limaverde Gomes****

 

É importante propôr  jogos pedagógicos, onde se podem notar quais as estratégias usadas pelo aluno, como ele pensa etc.Há oito estratégias essenciais de serem consideradas no processo de aprendizagem. O professor do Atendimento Educacional Especializado deve levar em consideração tais estratégias, para que se possa fazer uma avaliação e até saber o jeito de intervir/mediar a situação do jogo. De acordo com o texto lido, as estratégias são:

 

1. Dominar sua impulsividade,

2. Observar de forma completa e precisa,

3. Selecionar o essencial,

4. Interpretar o que observa,

5. Agrupar informações de acordo com suas características,

6. Definir o problema com precisão,

7. Planejar as etapas para resolver o problema,

  1. Elaborar diferentes hipóteses de solução e verificar as suas hipóteses.

 

No Jogo da Memória, o professor pode explicar as regras para o aluno com deficiência intelectual e perguntar o que ele entendeu do explicado, ou melhor, solicitar ao aluno que, com suas palavras, explique quais são as regras do jogo. O professor de AEE deve mediar durante o jogo inteiro a relação entre os alunos e fazê-los pensar em como agir e por quê. O professor também deve perguntar se o aluno já fez algo parecido com isso ou não. A intervenção é mais importante do que a atividade ou o jogo em si. As orientações breves dadas pelo professor também são importantes.

Os fatores motivacionais são ativados, pois se o aluno compreende as regras e consegue aplicá-las e jogar o jogo da forma correta, sua autoestima eleva, ele se sente confiante e seguro. É importante que o professor o ajude neste processo, mas não jogando por ele, mas sim ensinando- o a jogar, a como pensar nas estratégias para solucionar o problema.

A atenção, no jogo, é desenvolvida, pois o aluno precisa tentar lembrar onde está o outro par, que já foi visto antes por ele. Ele precisa se concentrar para prestar atenção e tentar lembrar destas pistas visuais.

O aluno também utiliza a metacognição , ou seja, pensa sobre o seu próprio procedimento para resolver os problemas. Passa a se conhecer, a pensar sobre quais estratégias ele utilizar e por quê são melhores para ele. Ele reflete sobre suas ações.

No Jogo da Memória, o professor pode questionar o aluno sobre os pares iguais e os diferentes, pode colaborar no desenvolvimento da linguagem perguntando para o aluno por que determinadas imagens são diferentes, embora sejam tão parecidas, pedir para que o aluno descreva estas diferenças .Além disso, no final do jogo, pode-se contar quantas fichas o aluno conseguiu obter, ou até quantos pares ele conseguiu obter. Deve-se trabalhar o conceito de PAR. Pode-se pensar também em figuras do mesmo campo (Exp.: jogo da memória de personagens, ou de frutas, ou de profissões etc. Ou até mesmo misturar as imagens destes grupos e pedir aos alunos que pensem em algum critério para organiza-las)  Enfim, em um jogo da memória, como foi visto, pode-se trabalhar linguagem, matemática, mecanismos e estratégias etc. E a intervenção do professor é o mais importante neste processo, para que o aluno com deficiência intelectual possa ser protagonistas do seu próprio  conhecimento.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um recurso de Tecnologia Assistiva

A imagem  foi copiada de um site (http://www.assistiva.com.br/ca.html). A Prancha de Comunicação Alternativa (neste caso uma agenda vertical) é um Recurso da Tecnologia Assistiva e pode ser usada, por exemplo, para alunos que não desenvolveram a linguagem (não falam).
Neste caso, é uma sequência da Rotina do aluno, com símbolos para representar, através dos desenhos, o que se pretende dizer. Neste caso, logo pela manhã a pessoa vai acordar, tomar banho, escovar os dentes, pegar sua mochila e ir à escola.
É um recurso simples (há programas específicos que já tem estas imagens, como o Boardmaker, mas também é possível construí-la utilizando imagens de revistas em cartolinas, por exemplo).
Seu uso será extremamente significativo para o aluno, pois a partir disto é possível se estabelcer uma comunicação com ele, que, muitas vezes, não exisita antes. E é preciso que esta comunicação ocorra para além dos muros da escola, ou seja, com outros profissionais como fono, médicos, psicólogos, dentistas, assim como com os familiares e amigos. Ou seja, é um recurso que se aplica simplesmente em TODAS as situações, nos mais variados contextos. Este é apenas um exemplo, mas pode-se criar pranchas específicas para cada caso. Exemplo: Uma em que cada símbolo representa uma palavra, para poder criar uma frase (exemplo: Eu estou com sede, com a foto da pessoa, e em seguida ela segurando um copo de água). Para se comunicar, ela vai procurando estas imagens e apontando para elas. Se não conseguir apontar com os dedos devido a especifidade da deficiência física, pode-se usar uma ponteira na cabeça, ou, então, alguém vai apontado para ela e ela pisca quando apontarem a imagem que ela deseja (sistema de varredura).

segunda-feira, 29 de julho de 2013

AEE_Fechamento_Maruzka


O papel do professor de AEE na escola e na SRM é fundametal. Na escola, ele deve auxiliar os professores da sala regular no sentido de colaborar com informações sobre quem é este aluno, do que ele precisa, do que ele gosta, bem como auxiliar em adaptações de atividades ou em indicação e confecção de recursos de tecnologia assistiva.
Na SRM o professor deve contribuir com o desenvolvimento do educando a partir do investimento em suas potencialidades. O professor da SRM não ensina conteúdos, como o professor da sala regular, mas ele, sim, promove situações de aprendiagens para que o aluno com deficiência consiga atingir os objetivos propostos na sala regular. Ele age no contexto das competências e habilidades deste aluno.
Em relação ao Estudo de Caso, ele é um primeiro passo e muito importante para termos conhecimento deste aluno e do contexto onde ele vive, estuda, faz atendimentos, brinca etc. Conhecendo este aluno podemos elaborar um Plano do AEE, já que é a partir da problemática que podemos levantar questões e soluções. Para sabermos da problemática, temos necessariamente que conhecer o máximo de detalhes possíveis sobre a vida deste aluno, desde o momento do seu nascimento até os dias atuais, sua relação com seus pares etc.
Neste sentido, o Plano de AEE é necessário e fundamental para que o trabalho do professor de AEE possa ser satisfatorimante desenvolvido, uma vez que é preciso ter planejamento das ações e ter ciência total dos objetivos que se quer atingir. Com o plano, onde existe passo a passo o que será feito com este aluno, quais as atividades serão desenvolvidas de acordo com suas necessidades, o aluno terá um desenvolvimento pleno, pois estamos investindo nele, de forma individualizada.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Educação Inclusiva: entre o ideal e a realidade

 
O texto é um artigo que cita as informações em relação ao tema Inclusão baseadas em pesquisa.  Ele diz que hoje a lei é bem clara em dizer que os alunos com deficiência tem o direito da matrícula em escolas regulares, não havendo mais espaço para aceitações ou não. Porém, a lei não é o suficiente, já que para haver a Inclusão, de fato, há de se ter mudanças de paradigmas, o que significa ter práticas inclusivas e educar considerando a diversidade. Na prática não há ações concretas para que a Inclusão  realmente se efetive. É preciso não ter mais a ideia de que só quem é especializado pode trabalhar com alunos com necessidades educacionais especiais.  As políticas públicas deveriam sair da teoria e  serem postas em prática, como por exemplo no que diz respeito as barreiras arquitetônicas. A Inclusão é considerada um benefício para as autoras, pois a convivência permite a ampliação de valores e reconhece que cada um tem suas particularidades. Não é um fim em si mesmo, mas sim um processo interativo, onde há compartilhamentos das experiências entre todos.
Disponível em
acessado em 10/05/13

Análise referente a um Curso a distância

É a primeira vez que faço um curso a distância. Eu nunca fiz antes por pensar que um curso totalmente presencial é bem mais fácil, já que há dias e horários específicos para ele ocorrer, logo, bastaria analisar estas datas com a minha possibilidade. Além disso, há uma interação maior e melhor entre as pessoas. Este era meu pensamento antes de iniciar este curso a distância!
Vejo agora que sim, um curso presencial realmente é maravilhoso, porém um curso a distância tem também muitas vantagens, ainda mais neste estilo do nosso, onde há aulas presenciais também, que o complementam. Acredito que o fato de poder acessar quando eu quiser a internet (ou melhor, quando é possível, claro, mas com horários flexíveis e não fechados), é um facilitador. Posso perguntar a minha dúvida no momento exato em que ela surge, não precisando esperar o próximo encontro, e, além disso, compartilhá-la com todos, não apenas com o professor. O fato de compartilhar com todos gera a relação de troca de experiências, o que é positivo.
Também gosto de ter o texto e ler em um momento que eu achar melhor, dentro do prazo estabelecido, em um ambiente silencioso e que eu considerar estimulante para isso. Estou vendo agora que a nossa autonomia fica maior, com esta modalidade de curso!
Uma dificuldade será certamente em relação a organização dos horários, mas ela já está sendo superada,a partir do momento em que sentei, refleti e analisei os melhores dias e horários que posso entrar no ambiente. Na realidade, é algo simples, mas me ajudou bastante o fato de ter sido cobrada a pensar sobre isso e postar no fórum de organização do tempo, pois além de tudo, posso ler como será a organização das colegas e quem sabe ter alguma outra ideia conforme o tempo vá passando.
As estratégias para eu ir superando as dificuldades que podem vir a surgir será justamente a de pedir ajuda, trocar ideia com o pessoal nos fóruns! E, claro, acredito que algo importante é eu me comprometer com este curso e não programar tantas outras coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, antes de saber que iria ter este curso eu já estava fazendo uma outra Pós (estou fazendo e ela acaba em Agosto). Eu pretendia iniciar outra quando está que estou fazendo acabasse, porém, agora que comecei a fazer está Pós de AEE, não vou mais me inscrever em outra que comprometa meus sábados, para ter disponibilidade total e poder realmente me dedicar. Claro que vou finalizar está outra Pós que já havia começado e vou sempre fazer cursos paralelos, rápidos, de um dia, por exemplo. Mas assumir outro compromisso maior que este, não vou. É neste sentido que estou me organizando também, para realmente conseguir aproveitar muito esta oportunidade!

Help Desk e WEB 2.0

Primeiramente, confesso que fiquei bastante curiosa de ler o comentário de cada uma de vocês antes de fazer o meu! Mas não li! Vou primeiro comentar e depois matar minha curiosidade para ver se as pessoas escreveram coisas parecidas ou não!
No vídeo HELP DESK NA IDADE MÉDIA, ele compara o livro a um computador.Nos é mostrado que no começo tememos o que é novo. Lembro que quando surgiu o computador e a internet e não conhecíamos ainda seu funcionamento muito bem, tínhamos medo de que os textos digitados sumissem, medo de mexer em coisas erradas que prejudicassem algo e até que quebrasse o computador, quando, na verdade, é mexendo mesmo que se aprende, na prática, sem medo e geralmente sem manual (mas sim quando a necessidade surge). Porém, fomos nos acostumando e hoje em dia é normal ter computador. Tudo se torna comum, do dia a dia. Não podemos parar no tempo, temos sempre que acompanhar nossa geração e nos atualizarmos, e acho que o Curso a Distância é um bom exempo disso: é modernidade!
Atualmente, TEMOS que saber usar o computador, ele faz parte do nosso mundo. As tecnologias fazem parte do nosso dia a dia e precisamos saber utilizá-las.
Por outro lado, no vídeo há também uma sátira de quem tem medo de computador, acredito que muitas pessoas mais velhas se enquadram neste contexto. Enfim, o vídeo é bastante interessante e tem tudo a ver com o nosso Curso de Pós a distância!
O vídeo da WEB 2.0 mostra que a máquina realmente somos nós! A WEB conecta as pessoas, é um mundo fantástico, onde podemos nos relacionar com todos os lugares!!